Vejam que texto mais lindo de Rubem Alves, uma lição de epistemologia e de sensibilidade para nós professores...

Em um dos trechos, ele nos diz assim:

"Parodiando Santo Agostinho: "O que é que beijo quando beijo o seio da mulher amada?".

O poeta alemão Rainer Maria Rilke (1875-1926) via, no rosto da amada, estrelas e constelações tranqüilas. Beijo o seio, sim, mas também um mundo que deve ter a maciez do seio.

Os bichos de pelúcia que as crianças abraçam e os travesseiros macios e perfumados que abraçamos não contêm uma lição de metafísica semelhante, uma teoria de como o mundo deveria ser? "

Abaixo o texto completo...

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Pegar para ver


"Pegar para ver "

Rubem Alves

 'Nossa tradição separou a visão do toque, mas as crianças se recusam a esse corte. Nas lojas de brinquedos, os pais dizem aos pequenos: "Mãozinha para trás...". Nas crianças, a visão quer tocar'

Ai, que mau teórico eu sou! Não admira que rigorosos professores de pós-graduação freqüentemente repreendam seus orientandos por incluir citações minhas nos seus projetos de tese.

"Rubem Alves não é cientista. Ele é um escritor!" Esses professores estão cobertos de razão. Não sou cientista. A ciência pensa por meio de conceitos abstratos. Eu penso por meio de imagens. São imagens que me fazem pensar. Mais do que isso: é por meio delas que tento ensinar. Ao convocar minhas idéias para escrever este artigo, foram as imagens que acudiram em meu socorro.

Eu me vi viajando com meus filhos pequenos, de 8 e 6 anos. Do lado de fora do carro, cenários deslumbrantes, uma festa para os olhos. Eu, pai educador, queria contribuir para a educação dos sentidos dos meus meninos. Mostrava-lhes os cenários. Queria que eles aprendessem a alegria de ver. Mas eles não viam. Não demonstravam o menor interesse pelas longínquas montanhas que me tiravam o fôlego.

Para me apaziguar e para que eu não os chateasse mais, talvez dissessem: "Que legal!". Mas era da boca para fora. Logo voltavam ao seu foco de interesse: o espaço apertado do banco de trás do carro, onde se encontravam. E ali ficavam absortos, brincando com seus carrinhos de plástico.

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Tocar

Custou-me tempo para compreender que as crianças vêem com as mãos. O puro "ver" não lhes é suficiente. O "ver" só lhes interessa como meio para se tocar um objeto. Pegar para ver.

É o tato que dá sentido à vista. O nenezinho vê, estende os braços, pega o objeto e o leva à boca, que tem uma dupla função. Primeiro, ela suga o leite do seio da mãe. Função prática. O seio é como um objeto da "caixa de ferramentas". Depois, a boca sente a maciez deliciosa do seio. Prazer tátil. O seio é como um objeto da "caixa de brinquedos".

 Depois que o leite seca, cessando assim a função prática de alimentar que o seio tem, a criança ainda quer continuar a sugar. Por que esse gesto inútil? Porque a sensação tátil é gostosa. Essa relação primitiva entre a boca e o seio contém toda uma teoria metafísica: o mundo é comida. Mais do que comida, o mundo é macio.

É por isso que aquele que ama deseja beijar o seio da mulher amada. Parodiando Santo Agostinho: "O que é que beijo quando beijo o seio da mulher amada?". O poeta alemão Rainer Maria Rilke (1875-1926) via, no rosto da amada, estrelas e constelações tranqüilas. Beijo o seio, sim, mas também um mundo que deve ter a maciez do seio. Os bichos de pelúcia que as crianças abraçam e os travesseiros macios e perfumados que abraçamos não contêm uma lição de metafísica semelhante, uma teoria de como o mundo deveria ser?

O filósofo francês Gaston Bachelard (1884-1962) chama a atenção para a "obsessão ótica" da nossa tradição científica. A palavra "teoria" vem do grego theoria, que quer dizer "contemplar", "olhar". Para se ver, é preciso que o objeto esteja distante dos olhos e do corpo.

Nossa tradição separou a visão do toque, mas as crianças se recusam a esse corte. Nas lojas de brinquedos, os pais conscientes dizem aos filhos pequenos: "Mãozinha para trás...". Eles sabem que, nas crianças, a visão quer tocar.

Bachelard nos pergunta se a matéria não tem uma realidade que só pode ser conhecida pelo tato. O jeito de cumprimentar, de abraçar, não dá a conhecer uma pessoa? Aquele "toque" no braço de Fernando Pessoa (no poema "Tato") o levou a uma experiência de mundo. Ele termina seu poema com "Assim a brisa nos ramos diz uma imprecisa coisa feliz...". Não é o toque só pelo prazer, é também para aprender.

Veja o exemplo dos livros. Todos sabem que eles são feitos para ser lidos. Eles são dados à visão. Mas antes de gozar a sua leitura, eu gozo o livro como objeto tátil. Eu o seguro nas minhas mãos, sinto a textura da capa, das folhas. Nós o conhecemos primeiro com as mãos. Há livros que pedem para ser acariciados. Minha mão alisando um livro: essa experiência pode provocar meu desejo de lê-lo ou não.

O tato contém um saber, talvez uma provocação ao saber. Ele nos faz pensar. Teríamos então de pensar o tato como uma das experiências essenciais que devem acontecer no espaço escolar. Isso porque o tato incita a inteligência.

Há muitos pensamentos que brotam das mãos. Uma mão ferida pensa um martelo. Por que haveria o cérebro de pensar o martelo se a mão não estivesse ferida? Uma mão que segura um cassetete tem, necessariamente, de fazer o cérebro pensar em golpes, da mesma forma que um revólver na mão, ainda que sem balas, nos obriga a fazer pontaria. A ostra constrói a pérola por causa do tato. O grão de areia a faz sofrer. Seu corpo então pensa uma coisa lisa que não a faça sofrer.

Nunca li nada sobre a relação entre o tato e a inteligência. Essas são minhas primeiras idéias. Não sei como ligá-las ao espaço escolar, mas sei que o espaço escolar deve ser como o seio: deve dar leite e ser macio. Como o seio da minha primeira professora, dona Clotilde...

Rubem Alves, 71 (tempus fugit), educador e escritor, está tentado a escrever suas memórias imaginadas.

Publicado no jornal Folha de São Paulo -

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/sinapse/sa2806200519.htm

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:: Postado por ENC às 23h37
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INFORMÁTICA EDUCATIVA:

INSTRUMENTO DE INCLUSÃO DIGITAL

*o educando como agente de inclusão da sua comunidade*

 

O programa do Governo Federal GESAC – Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao Cidadão, disponibilizou-se internet de banda larga via satélite inicialmente para 1.800 escolas no Brasil, em 2003, dentre as quais a nossa.

            Entretanto, ainda que desempenhe uma função importante na superação da exclusão digital, o que caracteriza a escola é realização de sua função precípua de socialização sistemática do saber acumulado. E nesse contexto de produção e socialização de conhecimento marcado pelas novas tecnologias, que cabe justamente aos educadores e a escola um papel pedagógico crucial:  criar condições para que o educando desenvolva a capacidade de encontrar informações necessárias para sua pesquisa em meio à infinidade de sites, livros, jornais e canais de TV, selecionar o que é relevante e pertinente e utilizar esses dados gerando novos conhecimentos a serviço dos demais, como leitor-autor, sujeito da comunicação e do processo cognitivo”. [1]

            Assim, o processo de inclusão digital na escola distingue-se do processo desenvolvido em outros pontos de presença do GESAC. Como o nome do programa sugere, em qualquer ponto, o centro das atenções deverá ser o cidadão. Entretanto, na instituição escolar, o cidadão aluno deve ser a referência. E nesse processo, toda atividade deverá ter um caráter pedagógico e deverá estar integrada ao currículo.

            Mas, sabemos que em torno dos muros da nossa escola, há uma comunidade, um bairro, uma cidade, onde estão inseridos os pais de nossos alunos. O que implica dizer que as ações pedagógicas desenvolvidas com nossos alunos podem atingir diretamente pelo menos 1000 famílias, no caso de nossa comunidade. Então por que não canalizar esse potencial de forma sistematizada fazendo com que nossos alunos sejam instrumentos de inclusão digital de seus pais, por exemplo, compartilhando com eles seus conhecimentos sobre navegação na internet, sobre utilização de e-mails e sobre técnicas de pesquisa.



[1] RAMAL, Andréa.  Avaliar na cibercultura. Disponível em: www.revistaconecta.com.br.  Ver  também da autora, no mesmo endereço  Ler e escrever na cultura digital.

:: Postado por ENC às 18h25
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INFORMÁTICA EDUCATIVA:

INSTRUMENTO DE INCLUSÃO DIGITAL DA COMUNIDADE

 

Com o crescente volume de informação decorrente das novas tecnologias da informação, a instituição escolar deixou de ser o lócus exclusivo de formação e o professor não é mais  o único detentor do conhecimento.

            Vivemos uma outra época. Como nos diz o poeta e Ministro da Cultura Gilberto Gil, na música  Parabolicamará

 

Antes mundo era pequeno porque Terra era grande

Hoje mundo é muito grande porque Terra é pequena

Do tamanho da antena parabolicamará

Ê volta do mundo camará,ê mundo da volta camará

Antes longe era distante perto só quando dava

Quando muito ali defronte e o horizonte acabava...

 

Com a parabólica, a televisão, o rádio e especialmente com  a internet,  afirmam os estudiosos, se intensificou o acesso às informações dentro, mas, sobretudo fora da escola. Nesse contexto, a velocidade de produção dessas informações é maior  do que a produção impressa que chega  às escolas.

E assim, assistimos o surgimento de uma nova face da exclusão social, a exclusão digital.  Segundo pesquisa divulgada em setembro de 2003 pela ANATEL, somente 8% da população brasileira têm acesso à internet. Desse total, apenas 9,3% pertencem às classes C, D e E. Esse é o atual quadro da nossa exclusão digital.

A internet na escola é um dos meios que possibilita aos alunos acessar ao conhecimento  na mesma velocidade em que ele gerado fora da escola.  Porém, a escola ainda que não seja mais o único lócus de socialização do conhecimento  é sem duvida um importante espaço de inclusão digital para inúmeras comunidades.

 

:: Postado por ENC às 17h39
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INFORMÁTICA EDUCATIVA:

INSTRUMENTO INTEGRADO

ÀS ATIVIDADES DE SALA DE AULA

 

            Com o desenvolvimento de projetos e das unidades de trabalho, a escola aos poucos vai se caracterizando como um todo, como um coletivo. Um coletivo que se projeta na mídia, nos diversos fóruns, nas instâncias do sistema educacional, a partir de suas reivindicações por melhores condições de ensino-aprendizagem, mas também, se projeta por suas realizações tendo em vista a busca de uma nova qualidade.

            Ressalta-se que a busca dessa qualidade acontece por meio das atividades especificas, mais individualizadas de cada professor com seus alunos em sala de aula. Nesse espaço, há uma luta continua para que todos tenham sucesso, para que as dificuldades de aprendizagem sejam superadas,  para que as necessidades especiais sejam atendidas.

          Nesse sentido, o laboratório estaria  integrado às atividades da sala de aula, como mais uma ferramenta de construção do conhecimento.

            E a utilização dos programas educacionais não se constituiria em um fim em si mesmo ou um ornamento pedagógico ou um momento de diversão. Processadores de textos, ferramentas de desenho, jogos, programas de simulação podem constituir meios interessantes para ajudar na (o):

        

          "A informática educativa  se consolida justamente onde os professores começam propiciar as condições para a criação de  situações-problema e projetos que necessitam do computador para sua solução ou encaminhamento".

 

:: Postado por ENC às 17h29
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INFORMÁTICA EDUCATIVA:

INSTRUMENTO NO DESENVOLVIMENTO DE PROJETOS

 

Em torno dos muros de uma escola, há uma comunidade, um bairro, uma cidade, com suas histórias, geografias e instituições, com seus movimentos sociais, políticos e culturais. A renovação pedagógica vivenciada em diversas escolas brasileiras nos últimos anos tem transformado esse entorno da escola, também, em escola. Nesse processo, oficinas, projetos de pesquisa e de empreendimento transformaram salões de museus, prateleiras de supermercado, organizações não-governamentais, reuniões familiares, festas folclóricas, arquivos de repartições públicas, redações de jornais, reservas ambientais em fontes de descobertas, vivências, de conhecimentos e aprendizagens diversas. 

Nesse sentido, essa escola tem sido espaço de diversas experiências pedagógicas.  A partir de um eixo temático, os alunos desenvolvem projetos, oficinas e atividades significativas. Em 2002, tendo como referência o eixo Aprender a conhecer, eles tiveram a oportunidade de conhecer mais sobre a relação entre partidos políticos e a educação brasileira, sobre o cinema nacional, sobre as pesquisas de intenção de votos, dentre outros.

Em 2003, o eixo temático foi  Pão, Paz e Poesia: um outro mundo é possível.  Em 2004 foi Brasil: vida , arte, e cidadania.  E agora, em 2005, eixo é: convivência: educar e harmonizar.  A partir desse eixo teremos várias atividades  e o desenvolvimento das unidades de trabalho por série no ensino fundamental e na educação infantil. Os alunos poderão usar o Laboratório de Informática Educativa (LIEDUC ou LIED) tanto no desenvolvimento como na culminância dessas atividades ao:

 

ü      comunicar uma idéia explorando um programa de apresentação

ü      coletar, analisar, cruzar e expor graficamente informações utilizando um programa de navegação na Internet,  utilizando um site de busca como,  utilizando uma planilha eletrônica

ü      produzir uma imagem, uma animação, um texto utilizando uma ferramenta de desenho e edição de fotos  um processador de textos  ou mesmo uma linguagem de programação como o LOGO.

:: Postado por ENC às 17h19
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A INFORMÁTICA EDUCATIVA

NA ESCOLA CLASSE 64

De acordo com Valente, na perspectiva construcionista, o computador não seria mais o instrumento que ensina o aprendiz, mas sim, a ferramenta com a qual o aluno desenvolve algo, e, portanto, o aprendizado ocorre pelo fato de estar executando uma tarefa por intermédio do computador”.

        Foi justamente com base nessa perspectiva que desde 2003 estamos tentando desenvolver as atividades no Laboratório de Informática da Escola Normal de Ceilândia,  a partir de três princípios estruturadores da ação pedagógica considerando a informática educativa como:

 

INSTRUMENTO NO DESENVOLVIMENTO  DE PROJETOS TRABALHO

INSTRUMENTO INTEGRADO ÀS ATIVIDADES DE SALA DE AULA

INSTRUMENTO DE INCLUSÃO DIGITAL DA COMUNIDADE

 

 

 

:: Postado por ENC às 17h02
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O COMPUTADOR  COMO INSTRUMENTO NA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO

A ABORDAGEM CONSTRUCIONISTA

 

Na perspectiva instrucionista, o computador, por meio do software, ensina o aluno, por sua vez na perspectiva construcionista, por meio do software, o aluno "ensina" o computador. Esta perspectiva na informática educativa desenvolveu-se no atual contexto de instauração de uma sociedade informacional. 

Nesta sociedade, o crescimento do volume de informações em conseqüência das novas tecnologias coloca como parâmetro um ensino voltado não para a memorização e acumulação de conteúdos, mas sim, para a construção de conhecimentos.

Neste contexto, conforme os pesquisadores citados, presença do computador poderá propiciar os meios para que os estudantes exercitem a capacidade de selecionar informações, resolver problemas e aprender independentemente.

Conforme Valente, essa mudança acerca da função do computador estaria acontecendo juntamente com o próprio questionamento da função da escola e do professor. Na verdade para o autor, “a função do aparato educacional não deve ser a de ensinar mas sim a de criar condições de aprendizagem”.  Conseqüentemente,  o professor não seria mais  o repassador do conhecimento, mais sim, o criador de ambientes de aprendizagem e o facilitador do processo de desenvolvimento intelectual do aluno”. Neste processo, uso do computador seria  um importante aliado. “Ele pode ser um recurso educacional muito mais efetivo do que a máquina de ensinar. Ele pode ser uma ferramenta para promover aprendizagem”.[1] 



 [1] VALENTE, J. Diferentes usos do computador na educação. Campinas,  UNICAMP/NIED,. p. 1. Disponível em www.unicamp-nied..br. Acesso em 20 fev. 2003.

:: Postado por ENC às 16h49
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O COMPUTADOR COMO MÁQUINA DE ENSINAR

A ABORDAGEM INSTRUCIONISTA

 

No primeiro pólo, o computador estaria exercendo o papel de máquina de ensinar e a abordagem educacional é a instrução auxiliada por computador. Abordagem instrucionista  tem como fundamento pedagógico a tendência tecnicista e as propostas de Skinner.  Para Valente, “essa abordagem tem suas raízes nos métodos de instrução programada tradicionais, porém, ao invés do papel ou do livro, é usado o computador”.  Na visão tecnicista , em voga na década de 60 e 70 no Brasil,  os conteúdos são divididos em módulos. Ao término de cada módulo, o aluno responde uma pergunta. A resposta correta possibilita a passagem para o próximo.


[1] VALENTE, J. Diferentes usos do computador na educação. Campinas,  UNICAMP/NIED,. p. 1. Disponível em www.unicamp-nied..br. Acesso em 20 fev. 2003.

:: Postado por ENC às 16h20
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O ENSINO ATRAVÉS DO COMPUTADOR:

 

UMA MÁQUINA DE ENSINAR  OU UM INSTRUMENTO DE CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO?

 

          Conforme os pesquisadores citados, o ensino pelo computador implica que ele seja vista como um meio  pelo qual, o educando possa adquirir conhecimentos sobre praticamente qualquer domínio, embora, a abordagem pedagógica sobre esse processo seja bastante variada e oscile entre dois grandes pólos.

Tais pólos estariam caracterizados pelos mesmos elementos computadores (hardware), o software (o programa de computador que permite a interação homem-computador) e o educando.  O  que  marcaria a polaridade seria o modo como esses ingredientes são utilizados:

                                                   O computador, através do software, ensina o aluno ou é

                                                                                       O aluno, por meio do software, "ensina" o computador.



[1] VALENTE, J. Diferentes usos do computador na educação. Campinas,  UNICAMP/NIED,. p. 1. Disponível em www.unicamp-nied..br. Acesso em 20 fev. 2003.

:: Postado por ENC às 16h08
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ENSINO DE COMPUTAÇÃO OU ENSINO ATRAVÉS DO COMPUTADOR?

 

Os pesquisadores citados nos mostram que na educação, o computador é utilizado tanto para ensino de informática como para o ensino de conhecimentos das mais diversas áreas.

No primeiro caso, computador é próprio objeto de estudo, ou seja, o aluno aprende sobre seu funcionamento, sobre sistemas operacionais, programação e aplicativos. Nessa perspectiva, muitas vezes, o laboratório de informática se reduz ao espaço de aulas de Windows, MS-DOS, Word, Excel, digitação, dentre outros – situação, na qual, a informática na escola se assemelha a informática em um desses vários cursos a la carte existentes no mercado. [1]

Com certeza, não seria essa a perspectiva que fundamentará o projeto da Escola Normal de Ceilândia. Primeiro em função do princípio posto anteriormente sobre o caráter pedagógico de toda atividade desenvolvida na escola. Segundo nos parecia difícil imaginar as crianças da Escola Aplicação perceberem um sentido  em simples aulas de PowerPoint, Word e Excel. 



[1] Idem nota 3. p. 15. Freire et al relatam um caso de uma escola que promoveu a terceirização do laboratório. Os Professores da escola contratada utilizavam diversos softwares, de um modo independente do trabalho desenvolvido em sala de aula. Dessa forma, houve um abandono da idéia de integrar o computador às demais atividades pedagógicas e de promover o conhecimento de forma individualizada, através do computador.

:: Postado por ENC às 15h46
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A LIÇÃO SABEMOS DE COR SÓ NOS RESTA APRENDER

O curso normal nos ajudou a construir um princípio que ainda nos é muito caro: 

 "toda atividade na escola tem  um caráter pedagógico queiramos ou não."  

    Na realidade  trata-se  de um princípio de realidade: qualquer atividade na escola, reuniões, mesmo  as brigas, as festas, a utilização do espaço por terceiros: cantinas, muros, etc  contribuem para a formação do educando.

    E o Luis Roberto era um dos professores que sempre nos lembrava disso.  

   Certa vez, diante das ameaças de expulsão de algumas normalistas, ele nos alertou que com a concretização das ameaças,  nós estaríamos sinalizando para as futuras professoras que essa seria uma das formas de se resolver os conflitos na escola.

     Com isso, estaríamos ajudando a aumentar o número de professores que somente sabem resolver os conflitos em sala de aula encaminhando os alunos para a direção...

Valeu Luis....!

Mas, Luis como nos disseram os poetas :

"Muitos se perderam no caminho"

Porém, os mesmos poetas nos lembram:

 "Já choramos muito, muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar uma nova canção
Que venha nos trazer
Sol de primavera abre as janelas do meu peito
A lição sabemos de cor
Só nos resta aprender..."
 

Beto Guedes e Ronaldo Bastos 

:: Postado por ENC às 15h36
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CHEGARAM AS MÁQUINAS,

MAS, E AGORA, O QUE FAZER?

Continuemos a falar sobre nosso projeto pedagógico...

Como tudo começou?

   Um laboratório de informática na Escola Normal de Ceilândia era um sonho acalentado desde muito tempo, porém, quando finalmente, ele fora instalado em 2003 nos deparamos com a questão.

"Chegaram as máquinas e agora"?

 

           Diversos autores  nos mostram que a inclusão da informática na escola passa por uma série de escolhas. Uma dessas escolhas relacionava-se com o modo como ela seria  incorporada institucionalmente a nossa escola: (FREIRE, Fernanda Maria et al. A implantação da informática no espaço escolar: questões emergentes ao longo do processo. Campinas,  UNICAMP/NIED,  p. 1. Disponível em www.unicamp-nied..br. )

Ela seria uma atividade extracurricular? 

Seria parte da grade (uma disciplina específica e paralela às demais)?

Seria uma ferramenta que pode ser utilizada pelos professores de todas as disciplinas?

Ou seria uma ferramenta que pode ser usada por um grupo de professores no desenvolvimento de um tema gerador?

     Mas, nesse processo de definição institucional, era  necessário, entretanto,  primeiro,  uma reflexão sobre questões fundamentais de natureza pedagógica e epistemológica relacionadas com os papéis do computador, do programa, do aluno e do professor, ou seja, os princípios constitutivos do projeto pedagógico. Projeto aqui entendido para além de um conjunto de atividades, de um plano de ação...

....Mas quais seriam nossos princípios?

:: Postado por ENC às 00h36
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ESCOLA CLASSE 64

“Nós educadores não podemos esquecer jamais que em torno dos muros de uma escola, há uma comunidade, um bairro, uma cidade, com suas histórias, geografias e instituições, com seus movimentos sociais, políticos e culturais"

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